Artigo assinado por Fernando Blini, CEO da GFS, publicado em 21 de julho de 2026 na Gazeta do Povo
O Brasil consolidou a liderança global na produção e exportação de proteína animal na última década, com crescimento médio anual na casa dos dois dígitos. Hoje o país atende mais de 150 nações com carne bovina, suína e de aves, um mercado bilionário que envolve milhares de produtores, indústrias e bilhões de consumidores. Em artigo publicado na Gazeta do Povo, Fernando Blini, CEO da GFS, analisa o que sustenta esse protagonismo e os riscos que o setor precisa monitorar para mantê-lo.
Liderança exige mais que capacidade produtiva
Segundo Blini, o avanço do Brasil no comércio internacional de carne não se explica apenas por oferta e demanda. Capacidade produtiva e rigor sanitário continuam sendo a base, mas a sustentabilidade, com destaque para a redução de emissões, se consolidou como um novo diferencial competitivo para o acesso a mercados estratégicos. Para o autor, a competitividade do setor passou a depender de excelência, eficiência e governança em toda a cadeia produtiva, do campo ao consumidor final.
Barreiras protecionistas e segurança sanitária
O artigo aponta o avanço de barreiras protecionistas no comércio internacional, como políticas tarifárias dos Estados Unidos, restrições de importação da União Europeia e cotas da China para carne bovina, muitas vezes justificadas por argumentos comerciais ou sanitários questionáveis. Blini defende uma distinção importante, a segurança sanitária deve ser tratada como pré-requisito absoluto e não admite concessões, enquanto barreiras econômicas variam conforme interesses políticos e dependem de acordos bilaterais ou em blocos.
O papel da ciência e dos dados
Para se proteger das volatilidades do mercado internacional, o artigo defende que o setor precisa se apoiar em ciência e dados consistentes. Pesquisa, desenvolvimento e inovação são apontados como ferramentas essenciais não apenas para a segurança alimentar, mas também para o fortalecimento do PIB, geração de empregos e atração de divisas para o país.
Resultados da última década
Com base em dados da Secex, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o artigo mostra que o Brasil se tornou o maior exportador mundial de carne de frango e bovina, e o segundo maior de carne suína, atrás apenas dos Estados Unidos. Entre 2015 e 2025, as exportações brasileiras de frango cresceram 25%, as de suínos avançaram 180% e as de carne bovina subiram 188%. O volume total exportado pelo país deve se aproximar ou superar 10 milhões de toneladas em 2026.
Sobre o artigo
O artigo é assinado por Fernando Blini, zootecnista e CEO da Global Feed Solutions (GFS), e foi publicado na seção de Opinião da Gazeta do Povo em 21 de julho de 2026.
Leia o artigo completo de Fernando Blini na Gazeta do Povo