O Brasil como protagonista na produção mundial de proteína animal, segundo o CEO da GFS

Artigo assinado por Fernando Blini, CEO da GFS, publicado em 26 de julho de 2026 no Canal Rural, portal líder do segmento agro

O Brasil consolidou a liderança global na produção e exportação de proteína animal na última década, com crescimento médio anual na casa dos dois dígitos. Hoje o país atende mais de 150 nações com carne bovina, suína e de aves, um mercado bilionário que envolve milhares de produtores, indústrias e bilhões de consumidores. Em artigo publicado no Canal Rural, Fernando Blini, CEO da GFS, analisa o que sustenta esse protagonismo e os riscos que o setor precisa monitorar para mantê-lo.

Liderança exige mais que capacidade produtiva

Segundo Blini, o avanço do Brasil no comércio internacional de proteína animal não se explica apenas por oferta e demanda. Capacidade produtiva e rigor sanitário continuam sendo a base, mas a sustentabilidade, com destaque para a redução de emissões, se consolidou como um novo diferencial competitivo para o acesso a mercados estratégicos. Para o autor, a competitividade do setor passou a depender de excelência, eficiência e governança em toda a cadeia produtiva, do campo ao consumidor final.

Barreiras protecionistas e segurança sanitária

O artigo aponta o avanço de barreiras protecionistas no comércio internacional, como políticas tarifárias dos Estados Unidos, restrições de importação da União Europeia e cotas da China para carne bovina, muitas vezes justificadas por argumentos comerciais ou sanitários questionáveis. Blini defende uma distinção importante, a segurança sanitária deve ser tratada como pré-requisito absoluto e não admite concessões, enquanto barreiras econômicas variam conforme interesses políticos e dependem de acordos bilaterais ou em blocos. Diante desse cenário, o autor defende alinhamento estratégico entre diplomacia corporativa e desenvolvimento tecnológico como caminho para proteger o setor.

O papel da ciência e dos dados

Para se proteger das volatilidades do mercado internacional, o artigo defende que o setor precisa se apoiar em ciência e dados consistentes. Pesquisa, desenvolvimento e inovação são apontados como ferramentas essenciais não apenas para a segurança alimentar, mas também para o fortalecimento do PIB, geração de empregos e atração de divisas para o país.

Resultados da última década

Com base em dados da Secex, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o artigo mostra que o Brasil se tornou o maior exportador mundial de carne de frango e bovina, e o segundo maior de carne suína, atrás apenas dos Estados Unidos. Entre 2015 e 2025, as exportações brasileiras de frango cresceram 25%, as de suínos avançaram 180% e as de carne bovina subiram 188%. O volume total exportado pelo país deve se aproximar ou superar 10 milhões de toneladas em 2026.

Sobre o artigo

O artigo é assinado por Fernando Blini, zootecnista e CEO da Global Feed Solutions (GFS), e foi publicado na seção de opinião do Canal Rural em 26 de julho de 2026.

Leia o artigo completo de Fernando Blini no Canal Rural

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Sobre a GFS

Fundada em 2018 por veterinários e zootecnistas, a GFS nasceu com uma missão clara: desenvolver soluções nutricionais inovadoras, produzidas no Brasil, com respaldo científico.

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